A ideia desse blog começou com 0 livro "O Clube do Filme", de David Gilmour, onde um rapaz desinteressado da escola é convidado pelo pai (crítico de cinema) a abandonar os estudos, desde que os dois assistissem juntos a pelo menos três filmes por semana. Minha esposa (na época namorada) Elaynne me presenteou com este livro, e decidimos fazer algo parecido: assistir a um filme por semana em casa.
Fizemos uma lista inicial de 36 filmes, sendo 18 escolhidos por mim e 18 por ela. Sorteamos um filme para assistir e já indicamos qual será o seu substituto na lista. Ou seja, isso não vai acabar nunca. Eu tomei a iniciativa de comentar os dois primeiros filmes que assistimos, daí criamos o hábito de comentar cada filme que assistimos, sendo que os meus filmes são comentados pela Elaynne e os dela, por mim.
Os comentários apresentam muitos spoillers. Por isso, se você gosta de surpresas, não vai gostar de ler nossos comentários. Se pra você tanto faz, ou se já assistiu aos filmes, aposto que vai se interessar em nossos comentários, mesmo que não concorde com todos.
Espero que curtam nosso interesse por cinema. Se gostou do blog, nos ajude a divulgar.

Carlos Henrique

26 fevereiro, 2012

Gênio indomável (Carlos)

Dessa vez não vou falar de Robin Williams apesar de mais uma vez ele ter feito um papel brilhante. Porém Matt Damon merece todas as considerações: um ator jovem pegando um papel tão complexo e conseguir dar uma vida a ele de uma forma tão real, além disso tendo que contracenar com grandes estrelas, uma missão difícil, mas que ele tirou de letra.
Will Hunting nasceu com um dom, resolvia problemas que grandes matemáticos demorariam anos, porém era um rebelde, vivia preso, tinha problemas... até ser descoberto pelo professor que tentou ajudá-lo, porém com interesses e também por inveja .eEe vivia dizendo que Sean McGuire era um fracassado por não ter um grande prêmio, porém ele era o grande fracassado, não conseguia viver quando descobriu Will, um rapaz sem estudos que conseguia ser mais inteligente que ele. Ou seja, ele sabia ser o grande poderoso na sala, mostrar para seus alunos que ninguém era capaz de ser tão inteligente que ele, até descobrir esse gênio, e no fim esse menino indomável consegue mostrar isso para ele. Nunca devemos nos achar melhor do que ninguém.
Will,depois de descoberto, recebeu várias propostas de trabalho de grandes empresas, com grandes salários, ou seja,  tudo que um pedreiro sempre sonhou. Porém para Will não. Ele ia dispensando um por um, e em um de seus dias de consulta McGuire pergunta o que ele quer fazer. Pergunta difícil essa né... muitos de nós não sabe responder, ficamos perdido entre varias profissões sem se satisfazer.
Chuckie fala com Will que qualquer um daqueles pedreiros dariam tudo para ficar no lugar dele, e ainda diz que a sua maior alegria seria o dia em que ele batesse em sua porta e ele não estaria mais em casa. Uma grande prova de amizade, pois ele sabia que seu amigo tinha uma grande oportunidade pela frente e talvez uma dessas oportunidades lhe daria a felicidade que todos queremos. Outra prova de amizade, é o presente que ele e mais dois amigos dão para Will, um carro montado por eles mesmos, afinal eles não tinham condição de comprar um carro novo, mas são nos pequenos gestos que estão as maiores provas de amizade.
Porém o que mais me chamou  a atenção nesse filme não foi a bela atuação, nem o belo roteiro, nem o fato de um jovem pobre sem estudos ter uma inteligência acima da média. O que mais chama a atenção são os diálogos entre Will e  McGuire, é uma verdadeira lição de amor. O jeito que McGuire fala de sua esposa  e do amor é de contagiar. Uma parte que guardei bem foi quando ele diz que os pequenos defeitos se tornam as maiores qualidades, para mim esse é o grande segredo de uma relação feliz, saber conviver e até rir com os defeitos do seu parceiro, ninguém é perfeito porém não é por isso que precisamos fazer dos defeitos um motivo para brigar.
Outra lição que ele deixa é quando ele conta do seu primeiro encontro com sua esposa e fala que perdeu um grande jogo para poder conhecer a mulher de sua vida e que não se arrependeu, lição essa que seu aluno aprendeu muito e foi capaz de largar um emprego milionário para correr atrás de seu amor. Afinal não podemos nos arrepender de coisas que nos deixam feliz, e para isso basta uma decisão e que um dia todos temos que tomar, é um momento difícil, porém se a decisão for a certa vamos colher frutos durante o resto da vida, por esse momento eu tive que passar e se um dia alguém me perguntar se me arrependo de alguma coisa posso dizer como McGuire... eu me arrependeria se não pudesse ter tido a chance de te conhecer, enfim se hoje sou feliz é em grande parte por sua causa.



15 fevereiro, 2012

Requiem para um sonho (Elaynne)

Que diabos de filme é esse? Nunca ouvi falar.
Esse foi meu primeiro pensamento quando você colocou este filme na lista.
Que diabos de filme é esse, e como é que eu nunca ouvi falar? Este foi meu pensamento quando terminamos de assistir o filme.
E que filme. Intenso, pertubador, intrigante, incômodo. São características que lhe caem muito bem. A maneira como foi filmado, com um trabalho de edição bem mais exigente, que dá ao filme um ritmo acelerado, eletrizante, alucinado, encaixou muito bem com o tema do filme.
Drogas. É este o tema do filme. A vida sob o efeito de drogas. Drogas, aqui, não são apenas entorpecentes, mas qualquer tipo de objeto, coisa, pensamento, que nos transporte da realidade para um mundo paralelo, que assuma em nossa vida uma importância maior que as pessoas que estão a nossa volta e a quem nós amamos, ou ainda que assuma uma importância maior que nossa própria vida, é uma droga. Em todos os sentidos pejorativos que esta palavra possa ter.
É claro que ele fala sobre drogas, drogas mesmo. E explora muito bem a vida de um viciado, do auge à decadência. Mas o filme vai além. Explora os desejos dos viciados. Antes de se tornarem meros drogados, viciados em drogas são seres humanos. E como todos, possuem projetos de vida, traçam metas, planejam o futuro. Como cada um de nós, eles também têm sonhos. A sociedade os marginaliza, os abandona, os criminaliza, mas esquece de procurar os motivos que os levaram a essa vida, o que eles buscavam, quais eram seus sonhos. Harry tinha sonhos. Marion também. E quem se importou? Eles foram usados para traficar, para dar prazer. Quem manda no jogo dita as regras. E se ninguém da sociedade interfere neste jogo, os seus personagens com menor importância se submetem a tudo, acreditando que com o tempo vão ter sucesso, serão os senhores do jogo também.
A sociedade se considera melhor que eles. Mas e nossos vícios particulares? E aquilo que temos e não conseguimos nos libertar? Aquele chocolate, um bom refrigerante, uma bebida, a televisão, jogos, o trabalho, um sono sem fim, o medo, a ansiedade, as preocupações, a vaidade. Quantos vícios temos, que nos prendem, nos dominam, e nós não admitimos. Acreditamos estar no controle da situação. Não somos tão diferentes dos viciados em drogas, somos?
Estes vícios também foram explorados no filme, de maneira brilhante. Quantas Sarahs conhecemos por aí, que não podem passar um dia sem assistir determinado programa de televisão? Ou ainda, quantas pessoas estão ao nosso redor e buscam meios fáceis de perder peso, pela pressão da mídia. E como bem mostrou o filme, isso vira uma bola de neve. Remédios para emagrecer tiram o sono, e te levam a tomar remédios para dormir, e com o tempo perdem o efeito, e você passa a querer mais, e o mais já não é suficiente. Coisa de filme? Não. Realidade.
Claro que quem vive nesta situação dificilmente admite que precisa de ajuda. A sensação de estar no controle só vai embora quando a razão também vai embora. Alucinações, tensões, medos passam a fazer parte do dia a dia. E é tudo junto, de uma só vez, e num ritmo frenético, da forma como é retratado no filme.
Cada um tem dentro de si uma droga, um vício. Cabe a nós decidir alimentar este vício ou deixá-lo adormecido. Nossos sonhos chegarão a se tornar realidade um dia? O que será dito sobre nós ao fim de nossa vida?



02 fevereiro, 2012

Sociedade dos poetas mortos (Carlos)

Começar falando de Robin Williams pode até ser considerado um clichê, afinal todo papel que ele faz é um sucesso e, com Jonh Keating, não poderia ter sido diferente. Um professor de literatura com uma tarefa muito dificil, talvez até impossível... Espalhar esperança e sonho num mundo totalmente conservador. Mas afinal o que é sonho? De acordo com o dicionario Aurélio, sonho é “a associação de imagens, frequentemente desconexas ou confusas que se formam no espirito da pessoa enquanto dorme. Fig. Ilusão, fantasia, desvaneio, utopia.” Com um significado desses, diria que sonho é algo impossivel e irreal... Por isso prefiro ficar com o conceito dos poetas, são eles que entendem a alma humana e Clarice Lispector fala dessa forma: “Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.". Ou seja, Carpe Diem.
Procurei buscar esses dois significados para poder comparar como é viver num mundo conservador e num mundo libertador. Sociedade dos Poetas Mortos dá muita enfase à poesia, que hoje em dia ou já foi esquecida ou estão relatadas em alguns livros de literatura para serem decoradas e não vividas. A poesia tem o poder de mexer com com as pessoas, todo mundo é capaz de escrever um belo poema. É só fechar os olhos e sonhar, assim como fez Keating com o Todd Anderson, que sempre teve medo de falar em público.
E foi Keating, com seu jeito diferente de dar aulas, que ensinou àqueles jovens a lição mais importante da vida deles: carpe diem, ou seja aproveite o dia, ou melhor, viva seu sonho hoje. Um choque talvez para aqueles garotos que estavam acostumados a serem fantoches ou robôs programados para viver a vida dos pais e dos diretores que provavelmente não viveram seus sonhos.
O cenário escolhido não poderia ter sido melhor: uma escola interna exclusiva para homens e que tinha como lema “Tradição, honra, disciplina e excelência”, para que ambiente mais ditador e conservador que esse? Nessa escola os meninos viviam para poder ir a uma boa universidade, assim poderiam garantir seu futuro e seriam grandes médicos, engenheiros, advogados... Mas será mesmo? Até que para uma grande universidade eles iriam e chegariam muito longe, mas na escola da vida eles não sairiam do primário...
Esse foi o cenário escolhido, mas a nossa vida também poderia ser escolhida, não estudamos em internatos, mas eu diria que a gente vive num regime semi-aberto. As crianças cada vez mais cedo entram na escola, perdem sua infância e antes mesmo de aprender a brincar de bonecas e carros elas ja sabem escrever seu nome e ate já sabem falar car... o tempo passa e vem a adolescência, manhã inteira na escola, tarde com reforço ou alguma outra atividade escolhida pelos pais é claro, castigos, tarefas, provas... e aí vem a juventude, hora da responsabilidade, de escolher o que vai fazer com seu futuro, se vai ser um médico respeitado e rico ou um professor que se mata de trabalhar para ganhar pouco... pelo menos é assim que nos é repassado e, se você escolhe seguir o seu sonho, ainda tem que ouvir aquela frase “eu me matei para dar um estudo decente para você, fiz tudo que podia e não podia, me sacrifiquei para garantir seu futuro e agora você vem com essa de sonho, isso ai não da futuro não...”. Pois é. Como ter sonhos numa sociedade assim?
Sociedade dos poetas mortos tenta mostrar como a vida é bonita vista pelos olhos do poeta, como podemos ser mais felizes se corremos atrás dos nossos sonhos. O lema do internato “Tradição, honra, disciplina e excelência” é tudo que um pai busca numa escola para matricular seu filho e também é tudo que uma escola quer para se considerar bem sucedida, porém não é isso que garante uma boa educação, por isso os jovens perdem cada vez mais o interesse e a alegria de estudar, pois passam a ver os estudos como uma necessidade, como uma pressão que impede eles de buscar a diversão. Para um aluno que tá se preparando para o vestibular, ir ao cinema é sinal de vagabundagem. Como podemos ter prazer numa coisa que nos priva do que gostamos de fazer?
Isso foi o que aconteceu com Neil Perry. Ele tinha prazeres, sonhos, vontades dos quais sempre teve que se privar para ser um bom aluno e agradar seu pai. Com o aparecimento do professor Keating ele descobriu a Sociedade dos Poetas Mortos e resolveu reativar essa sociedade, onde ele e seus amigos se reuniam para falar poemas e fazer coisas que estavam interessados. Confesso que usei isso no meu terceiro ano, talvez para fugir um pouco da pressão do vestibular escrevia poemas e expressava neles todos meus sentimentos, pensei ate em escrever um livro rsrsrsrs. Essa fuga da realidade dele e dos outros membros incentivou eles a lutarem pelos seus sonhos. Mas a “Tradição, honra, disciplina e excelência” do seu pai não enxergou isso e Neil Perry enterrou seus sonhos junto com seu corpo... E de quem foi a culpa? O internato não podia perder a sua tradição, então como tudo na vida, escolhe-se o caminho mais fácil, acabou-se culpando o único que foi capaz de querer dar aos jovens uma liberdade de pensamento, culpar aquele que fez o diferente numa sociedade tradicionalista.
Alguns podem ate dizer que o fim é injusto, porém não vejo por esse lado, acho que o fim do filme nada mais é do que o duro retrato da realidade, onde nossos sonhos e vontades são enterrados, e a tradição acaba vencendo.
O filme talvez pecou um pouco por não finalizar o destino de todos, acabamos sem saber como terminaria a historia deles, mas isso torna-se insignificante perto da grandiosidade do filme e talvez o destino final daqueles jovens sejam iguais aos daqueles rostos que aparecem no começo do filme, mas eles vão ter algo diferente... eles conheceram o Carpe diem e por isso talvez possam fazer algo diferente como Keating que, apesar de ter sido expulso da escola, conseguiu mudar a visão e a forma de ensinar de alguns professores.
Não poderia finalizar essa crítica de forma diferente, então escolhi um poema que demostra bem o que um poeta é capaz de fazer em nossas vidas.


Autopsicografia

“ O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.”

Fernando Pessoa



28 janeiro, 2012

Perfume de mulher (Elaynne)

“No tango, se você errar, continue dançando”.
É uma frase interessante, principalmente se você analisar o contexto onde ela foi dita pela segunda vez.
A primeira vez que esta frase foi dita, foi no sentido literal mesmo, já que o Coronel Slade (uma interpretação digna de todos os prêmios possíveis de Al Pacino) tirou uma moça para dançar, e ela ficou com medo. Interessante ter sido o Coronel a dizer esta frase. Interessante e contraditório, pois ele não seguia esta filosofia. Pelo menos foi isso que ele mesmo percebeu quando Charlie repetiu esta frase pra ele, naquele instante de tensão no quarto do hotel.
Acredito que foi nesta hora, quando Charlie repetiu esta frase para o Coronel, que ele percebeu o quanto estava errado sobre a decisão que havia tomado de tirar sua vida. Deu tudo errado? A vida ferrou com tudo? Continue dançando, continue vivendo. O Coronel Slade sabia dançar tango muito bem, e deve ter repetido esta frase para muitas pessoas, mas nunca repetiu para si mesmo. No dia em que alguém falou pra ele, ele se tocou.
E como este filme toca a quem assiste, pela forma com que o roteiro expõe as misérias dos personagens! Quantos dilemas são tratados neste filme, de uma forma grosseira, até, já que o Coronel é uma pessoa grosseira, rude. Mas isto não significa que ele seja um mal educado, pelo contrário. Ele tem uma educação impar, e sabe valorizar as coisas boas da vida. Talvez por isto quisesse abreviar a vida, já que não tinha como admirar a beleza das coisas ao seu redor, principalmente a beleza das mulheres a quem ele tanto estimava. Qual a graça de viver sem poder contemplar a beleza da vida?
Só mesmo um jovem simples, de origem humilde, e com alguns dilemas pessoais relevantes, até, poderia devolver ao velho Coronel a alegria de viver, um motivo para continuar dançando. O Coronel se identificou com Charlie, com sua solidão, com seus problemas, e porque não, com sua ousadia? Afinal Charlie não dispensou o emprego, topou a viagem, aceitou demorar mais uns dias, e no fim das contas enfrentou o Coronel com uma arma apontada para ele.
O Coronel viu na possibilidade de ajudar o jovem uma razão a mais para ter esperança. E no fim, provou estar certo, afinal, ele poderia continuar sentindo a melhor sensação que ele poderia sentir, e que ele valorizava tão bem: o perfume de uma mulher. Quantas pessoas precisam conhecer um Charlie. Quantas pessoas precisam de uma experiência tão ou mais forte que a do Coronel, para perceber que, por maiores que sejam os problemas ou as dificuldades, sempre tem algo que vale a pena. As pessoas precisam de um Charlie pra dizer a elas que, se errar, continuem dançando.
Este é um filme que usou um cego para explorar o dilema moral de um jovem que não sabia se traía os colegas para ganhar uma oferta irrecusável ou se mantinha o combinado anteriormente e não entregaria ninguém, sob pena de ser expulso da escola, e usou um jovem estudante de origem humilde pra explorar o problema de um cego que, por conta da cegueira, não acreditava ter razão para viver. É como eu costumo dizer: nada está tão bom que não possa melhorar, nem tão ruim que não possa ficar pior. As coisas melhoraram e pioraram para os dois durante o decorrer da história. Mas um sabia exatamente como ajudar o outro, e assim os dois resolveram os problemas, e a dança da vida continuou para cada um.
Certamente que outros problemas irão surgir na vida de cada um, problemas novos, dilemas novos. Mas a experiência pela qual eles passaram juntos foi marcante em suas vidas. Em uma nova dificuldades, eles saberiam melhor como enfrentar. Caso não pudessem resolver, basta continuar dançando. E é assim que é vida. As coisas boas e as ruins não duram pra sempre. O que fica pra sempre é o efeito, as consequências, de cada uma delas, e estas a gente pode lidar.




23 janeiro, 2012

Sete vidas (Carlos)

É até clichê começar falando do ator, mas não tem como fazer uma crítica desse filme sem falar da atuação de Will Smitt, primeiro porque ele é um dos maiores atores dramáticos da atualidade, um drama com ele é quase garantia de sucesso, ele tem o dom de transformar seus personagens em pessoas reais de forma que nos prende e nos envolve na trama. E com Sete Vidas não foi diferente, muitas vezes sentimos raiva , outras pena, outras alegrias, torcia por ele, sorria com ele, sofria com ele...
Logo no começo do filme a vontade que se tem é de entrar na televisão e dar um murro nele, mandar ele calar a boca e quebrar o telefone, não da para imaginar como um ser humano é capaz de humilhar um cego daquela forma e aí ficamos imaginando quem é esse cara sem coração.
Logo depois começamos a ver que esse cara teve um sofrimento muito grande, perdeu sua esposa num acidente e por isso não via mais nenhum sentido para viver. Mesmo assim isso não explicaria toda a arrogância demonstrada por ele. Mas esse cara começa a mostrar um outro lado ele começa a ajudar as pessoas, a ser solidário, a procurar pessoas que precisam de ajuda e começamos a perceber que seu sofrimento vai alem do acidente, tem mais coisas envolvidas, isso só aumenta a dúvida de quem é esse cara.
A medida que se passam os acontecimentos percebemos o seu interesse, ele realmente não que mais viver, ele não vê motivo para isso, ele não se acha digno, mas por que? Será porque a sua razão de viver morreu? Porém ele começa a achar um outro motivo para viver e ele começa a perceber que pode se apaixonar novamente, amar novamente, mesmo assim percebemos que sua angústia não se acaba, deve ter mais coisas por trás de tudo isso.  Descobrimos que ele mente, ele falsifica e pega a profissão do irmão para se aproximar de certas pessoas.
No fim descobrimos quem é esse cara. Um mentiroso? Um falsificador? Um suicida? Sim ele é tudo isso, porém mais do que isso ele é um sofredor, uma pessoa que sentia amor, um cara carregado pela culpa de ter tirado sete vidas. Mesmo sem querer, num simples descuido, um grave acidente e sete vidas se foram, sete pessoas inocentes e ele no fim teve que se ver vivo e se perguntando por que ele não foi junto, porque ele? Para que sobreviveu? E ele mesmo encontra a resposta, ele viveu para poder salvar mais sete vidas, pode ser apenas dando uma visão ou ate dando o seu coração (literalmente). Ele mentiu por amor, ele deu a vida por amor, ele sofreu por amor e como diz Jesus em Jo 15:13 “ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus irmãos”. Tudo bem que foi por culpa, mas ele foi capaz de reconhecer a culpa e se redimir de uma forma não muito convencional, mas foi a forma que ele encontrou. Muitas pessoas talvez buscassem o dinheiro como forma de se sentir melhor, dando indenizações milionárias, porém ele preferiu dar uma nova oportunidade de vida para sete pessoas boas, de bom coração que com certeza iriam ajudar outras vidas.
Percebe-se então que ele nunca foi uma pessoa cruel a ponto de humilhar um cego, ele apenas queria saber se ele era digno de receber sua visão.
Se isso tudo que ele fez foi certo ou errado, não sou ninguém para julgar, mas foi a forma que ele encontrou de viver novamente e viver em paz.


18 janeiro, 2012

O silêncio dos inocentes (Elaynne)

Taí um filme que merece uma crítica bem feita.
E que merece também cada prêmio que recebeu, e talvez até os que tenha deixado de receber. Não é todo ano que um suspense policial é indicado ao Oscar de melhor filme. Quando isso acontece, e quando o filme ganha este prêmio, é porque tem que ser assistido por muitas pessoas. E quando junto ganha também o Oscar de melhor direção, tem que ser assistido com atenção.
E sobre os Oscar de melhor ator e atriz, dispensa comentários. A atuação de Jodie Foster é excepcional. Afinal de contas, se ela conseguiu o Oscar "concorrendo" com a atuação brilhante de Anthony Hopkins, é porque fez uma atuação memorável. Quanto a Hopkins, talvez o próprio ator considere esta a melhor atuação da sua carreira. E olha que ele tem muitos filmes bons, mas este é o raro exemplo de ter sido escolhido o ator certo para o personagem certo. São poucas as ocasiões que isso acontece. E quando acontece, sai um clássico como foi o Dr. Hannibal Lecter. A cena clássica deste filme, quando ele é levantado todo amarrado no aeroporto, com aquela máscara, já mostra uma grande atuação, mesmo sem falas, só com o olhar pertubador, a gente já percebe que é uma atuação digna de um mestre.
E o que dizer de um psiquiatra serial killer? Parece algo bem incomum. Mas com essa ocupação ele teria tudo pra ser o serial killer perfeito. Um médico renomado, extremamente culto, conhecedor de diversas culturas e lugares diferentes. Acima de qualquer suspeita. O melhor de tudo é que mesmo com seus crimes brutais ele não perdeu nada do seu conhecimento, que é aquilo que o torna diferente de qualquer outro assassino. Ele chega até a ser charmoso ou encantador, quando está falando sobre os assuntos que conhece.
E quando começa a exercer suas habilidades como psiquiatra, percebe-se que estamos diante de alguém que sabe como poucos desvendar mistérios da mente humana. Principalmente quando ele fala sobre uma mente tão doente quanto a sua própria mente, que é Bufallo Bill. É claro que ele tem conhecimento suficiente pra falar sobre Búfalo, pois o próprio Dr. Lecter também é um assassino em série. Sem contar que o parceiro de Bufallo foi paciente do Dr. Lecter alguns anos antes, o que ajudou bastante para que o Dr. pudesse traçar o perfil do assassino, o que ele procurava com suas vítimas.
Me pergunto até que ponto o Dr. Lecter merece ser chamado de doente. Afinal de contas, apesar de não demonstrar arrependimento pelos assassinatos cometidos, ele não é definitivamente uma pessoa desequilibrada. Muito provavelmente, se lhe fosse permitido, poderia consultar os pacientes de dentro da sua cela, com toda capacidade de um psiquiatra renomado que é. É um homem que mantém sua palavra, preza pela sinceridade, e mantém um auto-controle bem mais preciso de que muitas pessoas consideradas normais.
Entrar na mente de um serial-killer não é fácil. Só mesmo um serial-killer poderia fazer isso. E só um serial-killer do nível de inteligência do Dr. Lecter poderia fazer isso com precisão, passando confiança. E só mesmo um ator com a competência de Anthony Hopkins pra fazer um papel tão brilhante, que marcou a história do cinema. Apesar de ser um assassino frio, quem assiste O silêncio dos Inocentes acaba no final tendo uma simpatia pelo Dr. Hannibal. Talvez seja o psicopata escondido em nosso subconsciente. Ou talvez seja mesmo o reconhecimento devido a um artista (Hopkins) que soube fazer de sua arte (Hannibal) um tributo à inteligência. 




14 janeiro, 2012

Encurralado (Carlos)

O primeiro longa do grande Steven Spielberg e que começo... A expressão "começou com chave de ouro" não poderia ter sido melhor. Olhando bem o enredo não daríamos nada por ele, afinal o que tem de mais numa perseguição de um caminhão a um carro? Nada de mais realmente, se o diretor não fosse Steven Spielberg. O caminhão consegue ganhar vida, tem momentos que a gente ateéesquece que tem uma pessoa pilotando, acho que ate por isso ele nem se importou em desvendar a pessoa que estava atrás do volante, afinal o personagem era o caminhão, todo o mistério envolvendo o caminhão consegue prender a atenção do começo ao fim do filme, sempre fica a duvida o porque da perseguição?
Será se ele é louco? Será que ele estava apenas se divertindo? Ou será que era algum inimigo do David Mann? O fim do filme não responde nenhuma dessas perguntas, o mistério continua e só resta a nós imaginar. E isso torna o filme mais interessante. Para mim a partir desse filme Spielberg mostra pra que veio, exatamente para transformar simples coisas em grandes, fazer um grande filme com coisas que parecem impossíveis... dar vida a coisas, animais, ets, seja lá o que for, de uma forma que você acredita ser possível, ele realmente consegue transformar uma ficção em realidade.
Ë claro por ser o primeiro ainda não seria o melhor e nem perfeito a ponto de se tornar o melhor filme de todos os tempos, mas é um filme pra marcar sim. Suas narrações deram uma ar meio estranho, os comentários não eram muito interessantes e acabava com uma cena aquela vozinha ao fundo, mas pra época talvez fosse um grande marco.
David em certo momento começa a entrar na “brincadeira”, e o final não poderia ter sido melhor, ele ali parado olhando o seu premio, com aquele risinho de vencedor, afinal foi assim que ele se sentiu ao conseguir derrotar o caminhão, nem se preocupou em querer saber quem estava por trás dele, ele já tinha a vitoria nas mãos, só queria saboreá-la.
Não se sabe se a intenção do caminhão era matar David ou simplesmente pertubá-lo, mas se essa e as outras questões não foram respondidas no fim é exatamente porque elas não tem importância, O grande lance do filme é ação, perseguição, a emoção e o suspense. E se essa era realmente a intenção do filme ele conseguiu muito bem.
Se tivesse que escolher uma cena seria a do ônibus naquele momento que o caminhão o ajuda a sair. Porque essa cena? Será para mostrar um pouco de humanidade no homem ao volante do caminhão? Ou seria apenas mais uma forma de provocar David? O interessante é que essa cena foi colocada só depois para tornar o filme mais longo.
E uma lição que tiraria desse filme seria o fato de sermos sempre tão pequenos diante de uma máquina, associaria esse filme a tempos modernos, pelo fato de imaginar como uma máquina é capaz de nos deixar malucos.




12 janeiro, 2012

A mosca (Carlos)


Já vi que não tenho escolha então é bom começar logo com essa critica rsrsrsrs,  "esse filme é muito chato, sem graça, mal feito e nojento" conhece essa frase? pois é mas dessa vez não é brincadeira.... Mas também não vou ser tão radical assim, o filme é nojento e sem muito objetivo, porem não ter historia é bem típico de filmes de Terror, eles não precisam de historia mesmo, porem acho que essa é a unica característica que o leva a ser classificado como terror, ele não é um clássico do terror, ele é nojento, o que é muito diferente.
Eu era capaz de classificá-lo mais como um romance... Quanto ao muito chato é exagero. É um filme que dá para assistir sem dormir sim, não é cansativo, nem monótono, e uma coisa dessa frase que nao posso concordar é o mal feito, pois isso é uma critica que nao pode ser feita, o filme é bem feito quando se fala no aspecto de maquiagem e da transformação do Brundle em mosca, realmente cada estágio é impressionante, cada detalhe que eles pensaram, cada músculo caindo... Nisso o filme foi muito bom. 
Nao poderia falar desse filme sem falar do amor de Veronica por Brundle, realmente é impressionante, principalmente porque foi tão pouco o tempo que ela passou com ele, e ela foi capaz de estar ao seu lado no pior momento da vida  dele. Isso só demonstra uma coisa que a gente acredita e falamos um ao outro desde o começo, o tempo nao é tao importante quando se fala de amor e claro do amor dele por ela. Mesmo depois de tudo que passou ele foi atras dela para salvar o fruto desse amor, ele mostrou que ainda tinha sentimento mesmo depois de tudo que passou, claro que com um pouco de loucura, afinal fazer o pedido que ele fez no final para eles se fundirem foi desespero, porem ele se redimiu quando implorou para ela acabar com sua vida (se é que podia chamar de vida).
Mas uma coisa a se comentar é a questão da busca insensata pela glória dos cientistas, muitas vezes eles pesquisam coisas e nao conseguem medir as conseqüências, eles ficam cegos com a possibilidade de fazer uma grande descoberta e acabam antecipando os processos sem fazer as devidas análises. A humanidade não sabe esperar, esse é o maior problema e esse filme é de 1986 e o que mudou daquela época pra cá??? 
Para mim nada. Muitas pesquisas continuam por ai sem as devidas proteções e depois de um tempo descobrem que nao faz bem, que alguma coisa não dá certo... e o que acontece com essas pessoas??? Nada. Essa talvez seja a diferença do filme para a realidade, geralmente os cobaias não são os cientistas e sim pessoas inocentes. Não tô criticando as pesquisas, pelo contrario, sempre me motivei muito pelas descobertas, pelas buscas de soluções e foi exatamente isso que me motivou a fazer farmácia, porem acho que pesquisa é algo muito serio mas acontecer da noite pro dia... um bom cientista ãbusca a glória e sim o bem, o melhor para as pessoas.
Acho que essa vai ser a menor critica que ja fiz mas tudo bem acabei fazendo mais do que imaginava, quando a gente começa a escrever nao consegue mais parar rsrsrsrs.
ate as próximas então, ja que vao ser minhas mesmo.



09 janeiro, 2012

Antes só do que mal casado (Elaynne)

Sinceramente, esse filme é muito chato, sem graça, mal feito e nojento, pra terminar....
Ahhh, te peguei, hein.... Precisava ver a sua cara... hehehehehe
Só pra usar uma piadinha do filme mesmo, pq tirando a parte do nojento (que é verdade) o filme é muito bom.
Ben Stiler sabe fazer filmes de comédia muito bem, principalmente quando ele tem que fazer papel de atrapalhado, confuso. Isso ele sabe fazer como ninguém, e neste filme não é diferente. Afinal um cara que se deixa ser pego numa mesa cheia de crianças deve ser mesmo atrapalhado. E confuso, isso nem precisa falar.
A história do filme também é bacana. Não estar casado já aos quarenta anos é motivo para deixar qualquer pessoa inquieta, mas não é o caso de Eddie, que decide encarar o casamento mais por pressão do pai e amigo do que por vontade própria. E como pesa a pressão da família numa decisão dessas. Então, de repente, um cara solteirão encontra por acaso uma pessoa que parece ser uma maravilha. Por que não? Casam-se.
Só que a pergunta a ser feita era "Porque casar?" Eddie até chegou a pensar nisso, a ponderar, mas como a pressão era muita, ele acabou por se deixar levar, afinal de contas, o que poderia ter de mais em se casar? Nada poderia dar errado, não com aquela pessoa.
Mas como nem sempre o que parece é, as decepções vieram. Mas no caso de Eddie, vieram bem mais cedo do que ele esperava, ainda na lua de mel. E junto com as decepções, o inesperado. Uma pessoa bem mais interessante, bem mais ao gosto do Eddie. Mas agora ele já estava casado. Nossa!!! Eu até sei o que deve ter passado na cabeça do Eddie naquele momento, e como sei, rsrsrsrsrs.
Mas não tem jeito. Quando uma coisa não tem como dar certo, ela não dá, por mais que se tente. E quando se escolhe uma pessoa para se casar, é para os próximos 40 ou 50 anos. Tem-se realmente que amar uma pessoa para querer passar tanto tempo assim ao lado dela, e só com ela, com mais ninguém. Não era mesmo o caso. E apesar de todas as confusões e mal entendidos que aconteceram, no fim das contas Miranda também percebeu isso, após casar-se com Cal.
E afinal de contas, sendo a velha comédia romântica, no final eles tinham que ter a chance de ficar juntos, não é verdade? Mas aí, devido ao Eddie ser muito atrapalhado e confuso, como falei, não vai ser tão fácil assim eles ficarem juntos, de novo. Afinal, Eddie estava com vida nova, mas com velhos problemas, rsrsrsrs.
Só sei que não desejo a experiência que Eddie passou para mais ninguém. Até porque se não cheguei a passar por uma experiência igual, foi bem parecida. A confusão que se faz na cabeça do cara é de dar dó. Mas é como eu gosto de dizer: no final tudo dá certo, se ainda não deu certo é porque ainda não é o final. Claro, como o filme mostra, como minha experiência me mostrou, a gente tem que fazer alguma coisa, não dá pra ficar esperando as coisas se acertarem sozinhas.
Essa é a parte mais difícil, mas depois que se toma uma decisão, e o peso sai das costas, o alívio é enorme. E a sensação de poder recomeçar é muito boa. Melhor ainda quando há alguém que nos ajude neste recomeço, como você fez comigo. Não há nada melhor do que saber que ao seu lado há alguém com quem você possa contar sempre. Adoro o fato de saber que tenho você ao meu lado, e com você o filme poderia ser "Casados, antes tarde do que nunca", rsrsrsrsrs..... Quem sabe alguém não faz um filme com esse nome?


08 janeiro, 2012

Casablanca (Carlos)


"Um dos melhores filmes de todos os tempo", dizer isso sairia de mim um pouco falso, já vi muitos filmes semelhantes, melhores, piores... mas isso é muito relativo afinal se voce olhar por um lado esse é realmente um grande filme, pois consegue falar de uma parte da historia, onde muitas pessoas queriam fugir da Europa ocupada pelos nazistas e ir para o novo mundo (Estados Unidos), de uma forma inteligentemente metafórica e ainda colocar um conteúdo romântico e dramático.
Ela conta a historia de uma cidadizinha do Marrocos Francesa, chamada Casablanca que vive no conflito da época em relação ao nazistas, e ela acaba funcionando como uma rota de fuga e como um sonho de conseguir o sonhado visto (letter of transit) para Lisboa e de lá conseguir chegar de navio para a America. Porém conseguir esse visto nao é nada facil e na maioria das vezes só atraves do mercado negro.
No meio de toda esa confusão existe o bar do Rick, um lugar altamente neutro, frequentado por todo tipo de pessoas e gerenciado por Rick, um homem totalmente frio, que não queria confusão com a policia, sua vida era aparentemente seu bar, fazia qualquer acordo e não mostrava interesse em ajudar ninguem, porém toda essa sua frieza foi explicada quando ele ouviu Sam cantar "As time goes by" e encontrar Sam na mesa de uma mulher que ele tanto amou e ainda ama.
A partir desse momento consegue-se entender toda a vida dele e foi a partir desse encontro que ele foi capaz de fazer uma boa ação. O amor é assim mesmo, capaz de transformar as pessoas as vezes para melhor, as vezes para pior e isso ficou bem visivel com Rick.
Ilsa foi um amor que ele encontrou em Paris e num certo dia ela aparece com seu marido Lazlo, lider da revolução theca, no bar do Rick, ironia do destino com tantos bares no mundo porque ela teria que ir logo para esse?? Porém o destino ainda estava longe de estar satisfeito. Lazlo queria fugir com sua esposa e claro que nao iria conseguir nada com a policia local, so lhe restava o mercado negro e o unico que poderia lhe vender os vistos tinha sido morto, mas antes de morrer entregou essas cartas exatamente para Rick e que agora teria que viver esse dilema entregar ou nao a liberdade para  a mulher que tanto o maltratou....
O que se pode perceber nesse filme é que é um triangulo amoroso muito complicado afinal Ilsa amava Rick e ele tambem a ela. lazlo amava sua esposa porém quando questionado se a deixaria para fugir ele disse que sim. Ela nunca disse que o amava, porem foi capaz de se oferecer para conseguir a liberdade dele, talvez por estar tao confusa ela deixou essa decisao na mão de Rick, o destino dos três estaria com ele. E ele optou pela liberdade dos dois na America....
Se essa foi a decisao correta nao tem como saber, porem isso so mostrou que Rick ainda era capaz de pensar nos outros e Ilsa que roubou isso dele foi quem trouxe de volta junto com a canção "as time goes by".... "Com o passar do tempo"
O amor é assim capaz de transformar as pessoas....
Com o passar do tempo
Este dia e era em que vivemos 
Dão motivos a apreenções
Com velocidade e novas invenções 
e coisas como quarta dimensão
que já estamos cansados 
com a teoria de Einstein
Assim, decemos por os pé no chão as vezes 
Relaxar da tensão
E sem preocupar-se com o progresso 
Ou o que po já ser provado
Os simples fatos da vida são assim 
Eles não podem ser removidos
 Você deve lembrar disto 
Um beijo é apenas um beijo
Um suspiro é apenas um suspiro 
As coisas fundamentais ocorrem
com o passar do tempo 
E quando dois amantes se desejam
Eles ainda dizem: Eu te amo 
E nisso vecê pode acreditar
Sem se preocupar com o que o futuro trouxer 
Com o passar do tempo
 A Luz da lua e as músicas de amor 
Nunca fora de moda
 Corações cheios de paixão  
Ciúme e ódio
Mulheres precisam de homens 
e homens devem ter seu par
Que ninguém pode negar 
É ainda a velha história
Uma luta por amor e glória
Um caso de fazer ou morrer
O mundo sempre acolherá os amantes 
Com o passar do tempo.
  
A letra da música poderia resumir bem o filme e todos os filmes romanticos afinal é a ainda a velha historia, os anos podem se passar mas o Amor nunca sai de moda e com o passar do tempo é que se descobre tudo. Talvez por isso Rick confiou no amor de Lazlo e Ilsa, afinal o memento deles foi Paris e no fim das contas eles "sempre teriam Paris".
PS: " Eu te amo e nisso voce pode acreditar" "um beijo é apenas um beijo" e "as coisas mais fundamentais da vida ocorrem com o passar do tempo".